quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia 07 - Belo, belo, belo...

Publico hoje mais uma poesia de um dos meus poetas prediletos: Manuel Bandeira. Espero que gostem! A Páscoa foi ótima! Estou perdida, gente… Me perdi literalmente em meio a tanto chocolate! Eu não consigo resistir, é mais forte do que eu! Engordei uns cinco quilos em uma única tarde!!!

Belo Belo


Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dia - 29 Pensamento do dia


A alegria é a melhor coisa que existe. (Do nosso poetinha, Vinícios de Moraes)



sexta-feira, 12 de março de 2010

De Malas Prontas

Estou de malas prontas para mudar de casa. Olha aí, mais uma mudança na vida de Kaline. Não é mole, não! Parece que vivi mais emoções nos últimos tempos do que ao longo de toda a minha vida! Pois é, vou deixar mais um apartamento, e ir pra a casa da minha irmã, em outro bairro, outra cidade. Confesso que meu coração está apertado por mais uma mudança e todas as surpresas que me esperam.

Ela é muito importante na minha história. Vivemos todos juntos durante anos, até a separação dos meus pais. Todas as melhores lembranças da minha vida envolvem minha família… Além disso, lá eu terei muito mais conforto do que no apartamento onde estou agora.

Meu pai fez questão que fosse para lá, até a mudança vai fazer para mim, super bacana, e ficarei livre dos malditos vizinhos barulhentos de Boa Viagem. Ninguém merece! Já basta não conseguir ficar sozinha quase nunca. E ter perdido quase toda minha privacidade é péssimo!!!!!

Eu quero ir pra onde eu fui sempre feliz e é pra lá que eu vou! Torçam por mim!

Dia 13 – Breve reflexão sobre a vida e sobre o amor

Estava aqui nesta madrugada de sexta-feira, em Recife, divagando sobre a vida e sobre o amor, e me vieram à cabeça dois pensamentos que adoro e quero compartilhar com vocês.

O primeiro é de Clarice Lispector:

“Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”

Não é demais?

O segundo é do mestre Cazuza:

“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida…”

Preciso dizer mais?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Girassóis para vocês!

Como vocês já devem ter notado, eu amo poesia. Esses versos que vou postar hoje fazem parte de uma das minhas favoritas. É de Alberto Caeiro, heterônimo do poeta português Fernando Pessoa. Estava relendo outro dia e achei que tem muito a ver com o que estou vivendo, com a transformação do meu olhar sobre o mundo. Espero que gostem!

“O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…”

Dia 11 - Pensamento do dia

Parece que foi escrito especialmente para mim:

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem!”. (João Guimarães Rosa).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010




Nunca vi ninguém
Viver tão feliz
Como eu no sertão

Perto de uma mata
E de um ribeirão
Deus e eu no sertão

Casa simplesinha
Rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir

Deus e eu no sertão

Das horas não sei
Mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão

Trabalho cantando
A terra é a inspiração
Deus e eu no sertão

Não há solidão
Tem festa lá na vila
Depois da missa vou
Ver minha menina

De volta pra casa
Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão

Deus e eu no sertão

A vida sem aventura não vale nada...

Toca do Morcego - Ba